O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) instituiu uma campanha nacional permanente de vacinação contra a brucelose em bezerras bovinas e bubalinas em todo o país. A medida foi oficializada por meio da Portaria SDA/Mapa nº 1.633, publicada nesta terça-feira (16), e estabelece regras unificadas para a imunização dos animais e a comprovação da vacinação.

Com a nova norma, torna-se obrigatória a vacinação de fêmeas bovinas e bubalinas com idade entre três e oito meses, seguindo as diretrizes do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal (PNCEBT).

A única exceção será para estados classificados com risco sanitário "A" para brucelose, considerados livres da doença ou com elevado nível de controle sanitário.

Além de transformar a campanha em uma ação permanente, o Ministério da Agricultura definiu um calendário nacional único para a vacinação dos animais.

No primeiro semestre, os produtores deverão realizar a imunização entre janeiro e junho, com prazo para comprovação junto aos órgãos estaduais de defesa sanitária até o dia 10 de julho.

Já no segundo semestre, a vacinação deverá ocorrer entre julho e dezembro, com a entrega dos comprovantes até 10 de janeiro do ano seguinte.

A portaria também prevê que estados que já possuem campanhas próprias possam manter seus prazos locais para apresentação da documentação. No entanto, o período destinado à vacinação deverá seguir obrigatoriamente o calendário nacional estabelecido pelo governo federal.

A brucelose é uma doença infecciosa que afeta principalmente bovinos e bubalinos, provocando impactos diretos na produtividade dos rebanhos.

Entre os principais prejuízos estão abortos, infertilidade, redução na produção de leite e problemas reprodutivos, fatores que geram perdas econômicas significativas para os produtores rurais.

Além dos impactos na pecuária, a doença também representa um risco à saúde pública. A brucelose é considerada uma zoonose, podendo ser transmitida aos seres humanos por meio do contato com animais infectados ou do consumo de produtos contaminados.

Segundo o Ministério da Agricultura, a criação de um calendário nacional padronizado tem como objetivo ampliar a cobertura vacinal, fortalecer o controle sanitário dos rebanhos e reduzir a incidência da doença em todo o território nacional.

A medida também busca reforçar a segurança sanitária da pecuária brasileira, setor estratégico para a economia do país e para a manutenção da competitividade dos produtos brasileiros nos mercados nacional e internacional.