A população de Itanhangá demonstrou, mais uma vez, sua preocupação com o futuro do município ao participar, na manhã desta quinta-feira, de uma importante reunião realizada na Câmara Municipal. O encontro contou com a presença de juízes de conciliação da reforma agrária, Defensoria Pública Federal, vindos de Brasília, além de advogados e autoridades do município, que estiveram na cidade para ouvir de perto a realidade enfrentada por moradores que possuem lotes judicializados.

Durante a reunião, o que se observou foi uma série de relatos e apontamentos sobre falhas atribuídas ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), especialmente em relação ao processo de assentamento no município. Assentados aproveitaram a oportunidade para expor suas dificuldades, destacando problemas que se arrastam há anos sem uma solução definitiva.

O prefeito municipal também fez uso da palavra e apresentou demandas importantes, entre elas a situação da "horta" , onde famílias estão esperando pela "retomada" de lotes, mas os problemas sociais no local são muitos e impactam diretamente a administração municipal.

A principal expectativa da população é por uma solução concreta e definitiva. A insegurança jurídica tem sido um dos maiores entraves para o desenvolvimento de Itanhangá, já que a falta de regularização das terras afasta investimentos e limita o crescimento econômico local.

Enquanto isso, municípios que surgiram na mesma época, como Ipiranga do Norte, seguem em ritmo de desenvolvimento, justamente por não enfrentarem os mesmos problemas fundiários. Esse contraste reforça o sentimento de urgência entre os moradores de Itanhangá, que aguardam há anos por uma resposta efetiva.

A reunião desta quinta-feira representa um passo importante no diálogo entre população, autoridades e órgãos responsáveis. No entanto, a comunidade deixa claro: mais do que ouvir, é preciso agir.