Uma série de fotos e vídeos estão circulando nas redes sociais, principalmente em grupos de whatsapp, mostrando imagens de incêndios, supostamente, provocados por agentes do Ibama em ilhas localizadas no rio Juruena.
Ainda não temos a confirmação oficial destes supostos atos, mas, diante de tanto questionamento e envios dessas imagens a nossa reportagem resolveu se pronunciar a respeito do assunto.

Em um dos vídeos, foi feito pelo vereador Biel de Juruena, o parlamentar lamenta o ocorrido e reclama de não haver notificação antecipada para os supostos proprietários das ilhas, para que se adequassem, caso existisse alguma irregularidade, caso não fosse possível, que recebessem um tempo para retirarem os bens que lhes pertencem, antes de atear fogo nos imóveis.

Nossa reportagem tentou contato com pessoas que moram nas proximidades destas ilhas, mas não foi atendida.

Como o Ibama age de forma sorrateira, não repassando informações sobre suas ações, principalmente para a imprensa do interior, é grande a dificuldade de conseguir essas informações oficiais.

O temor dos proprietários de ilhas na região, é que essa operação se estenda ao longo dos rios da região e cheque até as ilhas dos municípios do Vale do Arinos.

Ainda não temos informação a respeito.

Presidente em exercício da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputada Janaina Riva (MDB) defendeu que as forças de segurança do Palácio Paiaguás entrem em “confronto” com as ações de fiscalização ambientais que realizadas pelo governo Federal no Estado.

Em vídeo publicado no Instagram, a parlamentar criticou as operações nas quais casas teriam sido queimadas nos municípios do interior, por agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Segundo ela, os imóveis estariam sendo destruídos por ocuparem áreas supostamente embargadas.

“Estou recebendo vários vídeos de Juruena, Cotriguaçu, onde aparecem casas sendo queimadas por supostamente terem sido construídas em áreas embargadas…Não é justo fazer o que estão fazendo, as forças de segurança precisam entrar [em ação]e não podem permitir que o governo Federal faça o que está fazendo no nosso Estado”, disse.

Janaina disse ter telefonado para a secretária de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema), Mauren Lazzaretti, e cobrado explicações. No entanto, a chefe da pasta informou que as operações não foram ordenadas pela Sema.

Ao defender que as ações sejam freadas com uso da polícia, Janaina ainda enfatizou o que Estado possui um problema histórico de regularização fundiária e que é “injusto” destruir as propriedades dos mato-grossenses, mesmo que irregulares.

“Se o governo Federal entende que o melhor caminho é tacar fogo no que os nossos trabalhadores de Mato Grosso construíram, é preciso dizer que nós temos um problema de regularização fundiária enorme no Estado e muitas propriedades que estão embargadas, onde sequer deveriam estar”, finalizou.