todos os anos, cerca de 60 mil filhas solteiras de ex-servidores públicos recebem pensão mensal de até R$ 39 mil. O benefício, que é previsto em lei, gera uma despesa de aproximadamente R$ 3 bilhões por ano aos cofres públicos.
As informações foram divulgadas pelo jornal Estado de S. Paulo. O benefício era concedido a filhas solteiras maiores de 21 anos de servidores públicos falecidos. A justificativa para o pagamento da mesada era que as mulheres, sem pai ou marido, não teriam como se sustentar.
Segundo a reportagem, uma auditoria da União identificou que 4 mil mulheres seguem recebendo a mesada sem terem direito depois de conseguirem burlar a legislação. O relatório elaborado pela Controladoria-Geral da União (CGU) recentemente usou dados de cartórios de todo o Brasil e descobriu que 2,3 mil beneficiárias se casaram ou mantêm união estável e, além dessas, outras 1,7 mil ingressaram no serviço público. Dessa forma, os pagamentos irregulares resultam em um prejuízo de R$ 145 milhões anualmente.