Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) mostrou que mais da metade das vítimas de mortes violentas no Brasil tinham álcool ou drogas no organismo. A pesquisa analisou mais de 3.500 casos em Belém, Recife, Vitória e Curitiba. 

Segundo o levantamento, em 53% das ocorrências havia ao menos uma substância psicoativa no corpo da vítima. As análises incluíram álcool, cocaína, maconha e medicamentos psicoativos. A cocaína foi a substância mais encontrada, presente em 30% dos casos, seguida pelo álcool, identificado em 28% das vítimas. 

Especialistas destacam que álcool e drogas costumam estar associados a cenários de violência e situações de risco. O estudo também apontou que a cocaína apareceu com maior frequência em vítimas de homicídio, enquanto o álcool foi mais comum em mortes no trânsito. Medicamentos para ansiedade e insônia foram encontrados principalmente em casos de suicídio. 

Os pesquisadores afirmam que os resultados acendem um alerta sobre os impactos do consumo de substâncias na violência e defendem que os dados sejam utilizados na formulação de políticas públicas voltadas à redução das mortes relacionadas ao uso de álcool e drogas.